Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

Paisagens I


A mosca


... num mundo como este em que vivemos tenho a certeza que este insecto não terá dificuldade na procura de local para se alimentar, tendo em conta os sítios que estes voadores escolhem para o efeito...

Sexta-feira, Agosto 01, 2008

Língua de trapo ou as utopias de um fraco

A dúvida persiste e o Zé “Povão” assiste, em três actos!
(por enquanto!)

Acto I
Em notícia divulgada hoje na imprensa, consta que os cientistas americanos confirmam publicamente o que já “sabiam” há algum tempo. Há água em Marte!
... Como nós portugas temos a mania das grandezas e de que estamos em todo o lado, penso que a minha dúvida é pertinente...

Dúvida:
Será que é água do Luso?!

Acto II
O PR interrompeu as suas “férias” para vir falar ao país e em horário nobre das tv’s portugas... A expectativa tornou-se elevada logo aí!
“Deve ser coisa importante”, pensei eu (e provavelmente muitos dos meus concidadãos)...
Como estive a trabalhar durante o tal discurso, só hoje é que me debrucei sobre o assunto.
E diga-se, fiquei boquiaberto! Nem cheguei bem a saber do que se trata na realidade mas soube que seria algo sobre os Açores... Foi aí que perdi o interesse sobre a coisa (quando tiver um tempo estudo o processo. Ou não!!!) e deixei a notícia. Não que eu tenha algo contra os Açores, antes pelo contrário, mas sim, tenho contra os políticos portugas que nos “sobressaltam” e no fim (?!)... Nada de relevante para a melhoria do dia-a-dia nacional. Até parece que está tudo bem cá pelo burgo!

Dúvida:
Será que este “senhor” PR anda a beber água importada de Marte ou terá que lhe ser retirada a medicação “pré-escrita”?!

Acto III
“UE condena Bulgária por corrupção e congela envio de ajuda"
"BRUXELAS - A União Européia (UE) suspendeu nesta quarta-feira, 23, o envio de quase 500 milhões de euros em assistência à Bulgária por suspeitas de corrupção e de gastos irregulares no país balcânico. A Comissão Européia, órgão executivo da UE, informou que o dinheiro não será transferido porque a Bulgária pouco progrediu com relação à reforma do judiciário, ao combate ao crime organizado e à luta contra a corrupção desde sua adesão ao bloco, há um ano e meio. De acordo com a Comissão Européia, as irregularidades nos gastos são tão graves que o credenciamento das duas agências governamentais búlgaras autorizadas a desembolsar os fundos da UE será cancelado. Em comentários feitos nesta quarta, a comissão observou ainda que a Bulgária não condenou pessoas responsáveis por fraudes, uma das condições sob as quais foi admitida na UE no ano passado.”

Notícia retirada algures na "rede" internacional

Dúvida 1:
Será que não se deveria ter tomado a mesma providência em Portugal lá para os finais dos anos oitenta?

Dúvida 2:
Não iríamos nós, a tempo de por tudo em pratos limpos, identificar os culpados, retirar-lhes a “riqueza” adquirida indevidamente e realmente aplicar o dinheiro no desenvolvimento do país e não em jipes e apartamentos no “all garve”?

Dúvida 3:
Esse homem que tem “honras” (minhas não!) de “estado” (qual?), mas que deve andar envenenado pela água marciana ou pelos prescrições médicas que avia, não será o responsável máximo das aberrações económicas dos finais dos anos oitenta?

Quarta-feira, Julho 23, 2008

Passos e marés lunares

Furei a porcaria da bota na pedra pontiaguda que se avizinhava há mais de dois milhões trezentos e dois mil oitocentos e cinquenta e três passos e meio... Afigurava-se-me pontiaguda quanto mais passos acertava caminhante, mas assim mesmo pensei ser uma ilusão de óptica na minha plena cegueira que me acompanha desde a infância... Furei a porcaria da bota enquanto tentava chegar ao mar imenso, sedento por mergulhar na verdadeira vida sem ter que pedir explicações para ser capaz de contornar a moldura sem rosto pendurada na parede da madre de Calcutá... Essa, vi-a um dia na fotografia que quase adquiri, obrigado, quando uma vendedeira que quase me vendeu um melão verde não tinha troco para se pagar da nota de trezentos e dois dinares venusianos que lhe depositei na mão encurvada que se me estendeu... Avançou com a dita fotografia como troco... Fiquei meio baralhado, mas... não tem antes uma pastilha pirata?, perguntei na maior das expectativas... Afinal já há mais de trezentos e cinquenta meses que não mascava uma dessas e era agora a oportunidade... não, mas se quiser esta foto!!!, disse a senhora convencida que se livraria da brochura... não, assim sendo quero mesmo o meu dinheiro e devolvo-lhe o melão, não quero saber de santinhos e santolas, respondi eu já com os olhos fora de órbita e as glândulas salivares a espumarem... Por vezes era assim, não tinha paciência para as viagens às Berlengas em barcos de borracha fabricados em Vénus e por isso me saltou a tampa fazendo com que a vendedeira se sentisse ameaçada... Fiquei sem o melão verde e ela com a de Calcutá em foto desbotada... Mas as botas ainda estavam para durar pois faltavam por esta altura quinhentos e cinco mil seiscentos e vinte e cinco passos para furar a porcaria da bota esquerda... A direita?! Isso é noutra viagem sem pedras, mesmo que pontiagudas...

Quinta-feira, Maio 29, 2008

deflower mind

Por alturas de 1991 andava eu nestas andanças musicais a par com as de Exomortis.
Encontrei a demo na internet, pelos vistos há quem tenha a "coisa" guardada... gostava também de encontrar algumas gravações caseiras que faziam mais justiça à banda, mas já procurei por todo o sítio lá em casa e nada...!
De certo que por estes lados da internet nada se arranja pois eram gravações de ensaios e afins.
Mas por vezes sabe bem recordar o passado...
Possível download em:
http://www.mediafire.com/download.php?bl0qb01mjm2

Terça-feira, Outubro 23, 2007

Palavra da salvação ou então... eheheheeehhhh!!

Devo admitir que não sou dado a estas histórias de correntes e afins, mas visto que me foi gentilmente “pedido” na primeira pessoa por uma senhora (Sylvia) dona de um blogue que visito com regularidade e como é uma área que me agrada em particular resolvi postar.
Aviso que não darei continuidade à suposta corrente uma vez que não acredito em pragas supersticiosas e coisas semelhantes… ;)
Fui então desfolhar o livro que estou de momento a ler e verifiquei que o dito tem apenas cento e cinco páginas pelo que tomei a liberdade de transcrever a quinta frase completa da página sessenta e um. Espero não estar a cometer nenhuma irregularidade! ahahah
Ora, aí vai.
“Vai viajar muito.”
ahahahahah
Pois é, ao que parece a frase é esclarecedora!
Como me parece uma grande economia de palavras vou transcrever também a sexta frase completa.
“Tem dupla vida e dupla sorte, e pode influenciar o seu próprio destino.”
E pronto, aqui fica o meu contributo para esta corrente salvadora… ahahahah

Transcrições do livro “Memória das minhas putas tristes” de Gabriel García Márquez

Quarta-feira, Outubro 17, 2007

Coisas e loisas #1

Tenho-me esquecido de olhar as coisas em meu redor, talvez por não ter tempo ou até por cair na tentação de as ignorar. Não faço por mal, mas o facto é que dou por mim a reparar em coisas novas em sítios para onde olho todos os dias.
Resolvi fazer então um exame mental e tentar visualizar, qual máquina fotográfica adicionada à minha cabeça, como eram antes certos locais que foram modificados num passado recente.
E a realidade dói...
Na maioria dos casos não me lembro como eram esses locais antes de serem modificados! Das duas uma, ou estou a ficar esquecido, o que bem pode ser verdade, ou então não olho convenientemente as coisas que me rodeiam.
Não é que me preocupe muito com o não olhar as coisas mas quando penso que o mesmo pode acontecer-me em relação às pessoas com quem convivo diariamente, ocorre-me que poderei ficar a dever muito à vida que passa por mim.
Enfim, coisas!

Quarta-feira, Outubro 10, 2007

Rol para me recordar

Detesto a ignóbil vida que corra livre da acção fértil de tentar
E as horas quando se acabam sem mais minutos para as moldar
Detesto ser detido na inteligência sem a recriar
E pensar que penso sem o acto de o falar
Detesto ainda o facto de ao poder não conseguir detestar

Barnabé, o pernalta

Está um insecto
No meu campo de visão
Longe do alcance
Não lhe toco
Não consigo

É pernalta e sem nome

Dou-lho, Barnabé
Chamo-o
Sem que dê sinal
Não me ouve
Não lhe importa

Em rua não mora
Casa não habita
É livre de ir e voltar
Com o tempo que tem
Não voa, salta

Nunca o ouvi falar

Não fala, não magoa
Falta
À hora da chegada
Pois já não torna

É livre de ir e não voltar
Como é livre e de vir a saltar
É pernalta
Pula quase mola
Vaivém de força animal

Ignora
A hora da partida
Parte sem permissão
Sem pressa
Não precisa
Vai e não volta

Terça-feira, Outubro 09, 2007

Alegoria #1

Ventos sopram tacteando a pele ressequida da sensação
Levantando as lamas salgadas do mar agitado na sugestão
Abrem doídos sulcos na pedra da fecunda clareza
Empurram bravios a brochura da genuína certeza
Para onde exista a farta burla excessiva
Na sequência repetida da onerosa conjuntura
Ou na vil soltura com magnânima travessura
Que é a vã eloquência incapaz mas furtiva